CONTEÚDOS  2020

Tipos de sujeito

TIPOS DE SUJEITO.pptx (57891)

CONJUNÇÃO

Conjunção.pptx (79250)

FLEXÃO DOS ADVÉRBIOS

www.youtube.com/watch?v=GBoLffEbFCA

www.youtube.com/watch?v=noiQuCx1Yrs

ADVÉRBIOS

www.youtube.com/watch?v=Ry1ka2OQF8w

FORMAÇÃO DOS TEMPOS VERBAIS SIMPLES

www.youtube.com/watch?v=1P7tD1mSgk8

MÚSICAS  PARA REFORÇAR O ESTUDO DOS VERBOS

"AQUARELA" DE TOQUINHO 

www.youtube.com/watch?v=-Gsdp2zSCjY

"COTIDIANO" DE CHICO BUARQUE

www.youtube.com/watch?v=WBwo5MzB7io

"O CADERNO" DE TOQUINHO

www.youtube.com/watch?v=RWm2VFs2GQw

VERBOS

www.youtube.com/watch?v=ax_DPGnnyZk

FORMAS NOMINAIS DOS VERBOS

www.youtube.com/watch?v=2l3hTGWf4d0

CLASSIFICAÇÃO DOS VERBOS

verbosclassificacao1ano-130925142222-phpapp01.ppsx (83931)

PRONOMES

Pronomes possessivos.ppt (203 kB)

PRONOMES INDEFINIDOS E RELATIVOS.ppt (300544)

ARTIGO E NUMERAL

slides artigo.pptx (968562)

ADJETIVOS E SUAS FLEXÕES

ADJETIVOS.pptx (90386)

SUBSTANTIVOS
substantivos.pptx (153664)

Flexão dos substantivos.odt (28259)

ATIVIDADE PARA AS CÉLULAS

ATIVIDADE FLEXÃO DO SUBSTANTIVO.odt (7767)

Plural dos substantivos compostos

Substantivos compostos.pdf (96316)

Correção do exercício para as células

CORREÇÃO DE EXERCÍCIO 2º ANO.pptx (109682)

 

CONTEÚDOS  2014

CLASSIFICAÇÃO DOS VERBOS

Romantismo 3ª geração

AULÃO SOBRE ROMANTISMO.pptx (698630)

EXERCÍCIO CÉLULAS COOPERATIVAS

Língua Portuguesa - células.docx (1124925)

ATIVIDADE PARA CÉLULAS COOPERATIVAS.docx (12576)

APOSTILA DE REDAÇÃO 2014

redacao_completa_web.pdf (1318150)

Aulão Enem

predicação verbal.ppt (763392)

ENEM 2014 NOVO AULÃO [Modo de Compatibilidade] [Reparado].pptx (1659063)

Revisão sobre pronomes

EXERCÍCIO DE REVISÃO LÍNGUA PORTUGUESA 2º ANO.pdf (272257)

Pronomes de tratamento, possessivos e demonstrativos

Pronomes de Tratamento e Possessivos.ppt (865792)

Exercício

Exercícios sobre Pronomes Pessoais.docx (13138)

CICLO DE LEITURA

capelogaivota-1.pdf (203378)

O ARTIGO E O NUMERAL

Revisão 2º ano.ppt (110080)

NUMERAIS.odt (33169)

ADJETIVOS

romantismo brasileiro.pdf (47719)

ADJETIVOS.pdf (248982)

DIA DA POESIA 14 DE MARÇO

 

www.youtube.com/watch?v=QQAMuqo-WnY

www.youtube.com/watch?v=BWM8dazSltg

Flexao do substantivo

ativ. rev. 2º ano subst..odt (335961)

flexao subs. ativ. resolv..odt (17517)

www.youtube.com/watch?v=_-iAj3UNIno

substantivos.pptx (166234)

FLEXÃO DO SUBSTANTIVOS.odt (27770)

Simulado SPAECE

p2mar2 simulado spaece.pdf (371222)

Aulão ENEM

ENEM 2013 NOVO AULÃO.ppt (1864192)

Predicaçao verbal

predicação verbal.ppt (702464)

Pronomes Relativos

usos e funções pronomes relativos.pptx (131502)

APOSTILA DE REDAÇÃO ENEM 2013

redacao_completa_web.pdf (1318144)

Colocaçao Pronominal

Colocação exercício.odt (28433)

Redação - orientações

Orientações para redação.odt (29456)

Se ou si.odt (29794)

Simulado

2ºano_ling_códigos.pdf (398446)

AM_2º_Ling.Códigos.pdf (456834)

p2ago1-1.pdf (469137)

PRONOMES DEMONSTRATIVOS

PRONOMES DEMONSTRATIVOS I58201014317 (2).pptx (289754)

PRONOMES POSSESSIVOS

Pronomes possessivos.ppt (207872)

REDAÇÃO ENEM 2013

Temas para redação.odt (47038)

PRONOMES

AVALIAÇÃO PARCIAL

AVALIAÇÃO PARCIAL MAIO 2013 2ANO.docx (8144)

AVALIAÇÃO 2º ANO

AVALIAÇÃO GLOBAL JUNHO 2º ANO.pdf (275918)

Língua portuguesa 2º ano

ULTRARROMANTISMO

ultrarromantismo.odt (49249)

Discursos

DISCURSO DIRETO E INDIRETO postar.docx (18058)

Interpretaçao

postar.odt (32579)

O artigo e o numeral

 

expl. artigo.odt (26,1 kB)

Romantismo no Brasil

Romantismo.odt (50,6 kB)

carroca-de-feno-john-constable

Canção do exílio
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite–
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Gonçalves Dias

Adjetivos

simulado adjetivo.docx (17,4 kB)

LOCUÇÕES ADJETIVAS.docx (25,9 kB)

FLEXÃO DOS ADJETIVOS.docx (51,3 kB)

Exercícios sobre adjetivos e substantivos com gab..docx (21,5 kB)

Tipos de discurso

A temática a ser trabalhada nessa aula trata-se dos diferentes tipos de discurso na narrativa: direto e indireto.

Na narração, existem três formas de apresentar a fala (discurso) dos personagens: o discurso direto, o discurso indireto e o discurso indireto livre. A questão da escolha do tipo de discurso está ligada ao modo como o narrador se posiciona no texto, isto é, de acordo com sua perspectiva de locução.

https://revistaescola.abril.com.br/img/geral/219-em-dia-calvin.gif

https://2.bp.blogspot.com/_b6VNK-f1fKQ/Saw_Xgm1qaI/AAAAAAAAAFo/cYiSU1R7gAE/S1600-R/calvin-inseto.gif

1. A escolha de um tipo de discurso ou de outro depende do tipo de texto que se produz e a finalidade que o autor tem em vista.
Nas Histórias em Quadrinhos, tiras e charges, predomina o emprego do discurso direto, principalmente, porque não há a presença do narrador. Nesse caso, o discurso direto torna a narração mais dinâmica, mais viva, mais intensa, associada sempre à linguagem não-verbal.

Exercício sobre discursos.odt (174,5 kB)

O Romantismo em Portugal

Contexto

Romantismo Portugal.docx (15,2 kB)

Conjugador de verbos

www.conjugador.com.br

Jogos

www.livroegame.com.br

Flexão do substantivo

flexão.odt (25,4 kB)

Exercícios substantivos

Exercícios com substantivos.odt (29,6 kB)

Substantivos

Substantivos.odt (31,1 kB)

Literatura - A linguagem do Romantismo

LITERATURA.docx (14,4 kB)

Maltratando a Língua

Carne com toucinho. Pizza (italiano)

Carne com toucinho. Pizza (italiano).

 

É fácil falar de mim, difícil é fazer o que eu faço.

É fácil falar de mim, difícil é fazer o que eu faço.

 

Alta Tensão

Alta Tensão.

 

Espaguete, Ovos de Codornia, Opcional

Espaguete. Codorna. Opcional.

Elementos da narrativa

Um conto, tal como uma novela, um folhetim ou um romance possui os elementos básicos que compõe a narrativa. Eles são o narrador, a descrição, a ação, os diálogos, as transições, o enredo, e funcionando como maestra de todos eles, a trama. Veja a seguir:

O Narrador

O narrador é o relator, a testemunha dos fatos contados. Ele pode estar incorporado em um dos personagens, inda que sua participação seja tangencial aos fatos, ou que permaneça meramente como observador. Neste caso o Ponto de Vista, ou PDV, como dizemos é na primeira pessoa. O narrador descreve os fatos como participante.

A Descrição

A descrição é um flagrante estático de um cenário, um personagem, uma coisa ou um sentimento. No século dezenove, as descrições se estendiam em laudas detalhistas, onde o autor se esparramava, sem se preocupar com o tempo ou a ansiedade do leitor. As medidas de tempo, contemporaneamente, se difereciaram. Hoje, o leitor tem mais pressa é mais ansioso.
Assim, mais do que os outros elementos da narrativa, a descrição tem que ser muito bem dosada. A sua carência implica no pouco entendimento da estória, enquanto que em excesso, lentifica a leitura e pode condenar o livro ao abandono. A máxima "Não conte, mostre!", muito utilizada pelos editores aqui se torna essencial. Assim, o tanto que for possível deve ser diluido ou embutido nos diálogos e na ação.

 

 A Ação
 
Diferentemente da descrição, a ação ocorre. Sendo mais claro, tem embutida em si a dimensão do tempo, onde as coisas são sequenciadas e ocorrem numa cadeia de causa e consequência. 


Melhor do que dizer é mostrar. Melhor do que dizer, é deixá-los dizer. No instante em que o contista instala o dizer na boca do personagem, o conto assume uma nova dimensão. Seja qual for o foco narrativo em uso, no momento em que o autor insere uma fala no texto, o seu dono surge. O personagem faz-se literalmente presente.

Alguns tipos de diálogos podem ser identificados:

    * O diálogo direto: as personagens conversam entre si. No texto este tipo de diálogo é identificado pelo uso de travessões. Alguns autores podem colocá-los entre aspas duplas, porém o mais comum é a utilização das aspas quando de algum pensamento, ou monólogo interno, de um personagem.
    * Indireto: Quando o escritor descreve a fala sem destacá-la através do travessão.
    * Indireto livre. Comumente utilizado quando o foco narrativo está na primeira pessoa, ou seja, o narrador é personagem da estória, e surgem diálogos indiretos de personagens completando a fala do narrador.

O Foco Narrativo

Vimos falando até agora no foco narrativo sem, no entanto, defini-lo com clareza. Pois vamos lá!

Podemos defini-lo como a estratégia do autor para o desenvolvimento de seu conto. Assim, ele pode relatar como um observador externo, onisciente, como pode inserir-se como um dos personagens, e de seu ponto de vista contar a estória, ou ainda, contar esta mesma estória através dos olhos de um personagem secundário. Vejamos então as três possibilidades do foco narrativo:

Primeira Pessoa: O personagem principal conta a sua estória. O narrador se limita a saber de si mesmo, de sua própria vivência.
Segunda Pessoa: Um outro personagem narra a estória sob o seu ponto de vista, instalando as falas tanto do personagem principal, quanto dos outros no texto. A estória é apresentada através de seu ponto de vista, mesmo quando se vê obrigado a revelar aspectos aos quais, em circunstâncias normais, não teria acesso. É uma liberdade da qual o autor se utiliza, tal como no foco na primeira pessoa, para poder relatar a estória um ponto de vista mais amplo. Isto também se aplica quando o foco narrativo é na primeira pessoa.
Terceira Pessoa: Neste caso o conto é apresentado por um observador que tudo sabe sobre os personagens, seus destinos, idéias e pensamentos.

O Enredo

O enredo é a espinha dorsal do conto. Sobre a sua estrutura, que envolve um final enigmático, assim como a apresentação e o encaminhamento da estória, são instalados os outros elementos do Conto, sempre mantendo o interesse que irá prender o leitor, e o final enigmático que permitirá a catarse do leitor.

Elementos da Narrativa:Tempo,Espaço,Personagens & Foco narrativo

 
TEMPO:
Tempo cronológico ou tempo da história - determinado pela sucessão cronológica dos acontecimentos narrados.
Tempo histórico - refere-se à época ou momento histórico em que a ação se desenrola.
Tempo psicológico - é um tempo subjectivo, vivido ou sentido pela personagem, que flui em consonância com o seu estado de espírito.
Tempo do discurso - resulta do tratamento ou elaboração do tempo da história pelo narrador. Este pode escolher narrar os acontecimentos
por :
-ordem linear
-com alteração da ordem temporal, recorrendo à analepse ou à prolepse (antecipação de acontecimentos futuros)
-ao ritmo dos acontecimentos como, por exemplo, na cena dialogada
a um ritmo diferente, recorrendo ao resumo ou sumário, à elipse e à pausa

ESPAÇO:
- Espaço ou Ambiente físico: é o espaço real, que serve de cenário à ação, onde as personagens se movem.
- Espaço ou Ambiente social: é constituído pelo ambiente social, representando, por excelência, pelas personagens figurantes.
- Espaço ou Ambiente psicológico: espaço interior da personagem, abarcando as suas vivências, os seus pensamentos e sentimentos.
-O espaço ou ambiente: pode ser desde uma praia a um lago congelado. De acordo com espaço ou ambiente é que os fatos da narração se desenrolam.

PERSONAGENS:
-Protagonista, personagem principal ou herói: desempenha um papel central, a sua actuação é fundamental para o desenvolvimento da acção.
-Personagem secundária: assume um papel de menor relevo que o protagonista, sendo ainda importante para o desenrolar da acção.
-Figurante: tem um papel irrelevante no desenrolar da acção, cabendo-lhe, no entanto, o papel de ilustrar um ambiente ou um espaço social de que é representante.
-Tudo o que ocupa um espaço e pratica uma ação,mesmo que involuntaria pode ser considerado um personagem.

FOCO NARRATIVO:
-Foco narrativo, ou ponto de vista: É o elemento estrutural da narrativa que compreende a perspectiva através da qual se conta uma história. É, basicamente, a posição a qual o narrador, enquanto instância narrante ou voz que articula a narração, conta a história. Os pontos de vista mais conhecidos são dois: narrador-observador & narrador-personagem
-Narrador-Observador: é aquele que conta a história através de uma perspectiva de fora da história, isto é, ele não se confunde com nenhum dos personagens. Este foco narrativo se dá, predominantemente, em terceira pessoa
-Narrador-Personagem :é aquele que conta a história através de uma perspectiva de dentro da história, isto é, ele, de alguma forma participa do enredo, sendo um dos personagens da história, usando a Primeira Pessoa (eu ou nós) para se contar historia.

 

Disponível em:

https://4.bp.blogspot.com/_1s6loMuOVpU/TPmRkYT-nlI/AAAAAAAAAEk/VNCDej5JZ_k/s1600/borboleta-e-menino.jpg

I – Leia o conto " A incapacidade de ser verdadeiro"  Carlos Drummond de Andrade.

Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois Dragões da independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas.

A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte, ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo. Desta vez, Paulo não só ficou sem sobremesa como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias.

Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da Terra passaram pala chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico. Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça:

__Não há nada a fazer, Dona Coló. Este menino é mesmo um caso de poesia.   

Disponível em:

https://imaginarioaleatorio.blogspot.com/2010/12/incapacidade-de-ser-verdadeiro.html

II – Após a leitura do texto,  os alunos deverão responder às questões propostas sobre o texto, individualmente.

1. A trama do conto “A incapacidade de ser verdadeiro” gira em torno de Paulo, um rapaz com fama de mentiroso, que chegou a ser examinado por um médico para descobrir, de fato, de qual mal ele padecia. O médico, após examiná-lo, conclui que não havia nada a fazer, pois era mesmo um caso de poesia. Identifique no texto as características do gênero conto.

2. Explique o significado do título do conto. Quem era incapaz de ser verdadeiro? Por quê?

3. Observe o diagnóstico do médico Não há nada a fazer, Dona Colo. Esse menino é mesmo um caso de poesia.   

a. A afirmação do médico confirma a ideia de que Paulo é mentiroso?  Justifique sua resposta.

b. O que significa dizer que Paulo era ‘um caso de poesia’?

4. Que motivos conduziram as pessoas a achar que Paulo era mentiroso?

5.Observe os verbos empregados no texto.

a. Em que tempo foi empregado o verbo em destaque na passagem abaixo?

 Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois Dragões da independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas.

b.Qual o sentido desse verbo no contexto?

c. Explique o efeito de sentido estabelecido pelo emprego pretérito perfeito e imperfeito no texto.  

 

                      

 

Disponível em:

https://aeuropanasnossasmaos.files.wordpress.com/2009/12/verbos-de-accao2.jpg

1.  Separe os verbos do quadro conforme a conjugação a que pertencem: 1ª., 2ª. e 3ª.

2. Os verbos do quadro caracterizam-se semanticamente  como verbos de ação ou de estado?

Disponível em:

https://3.bp.blogspot.com/_Ys_N2VCWEUU/TEh4qhRaI7I/AAAAAAAAAHk/0-555XlgybA/s1600/verbo+prenderx.jpg

3.Verbos são palavras que podem  apresentar flexões de número, pessoa  modo e tempo. Identifique estas flexões, a partir  do  verbo prender, conjugado na charge, informando:

a.  Os pronomes que indicam a 1ª. pessoa.

b.Os pronomes que indicam a 2ª. pessoa.

c. Os pronomes que indicam a 3ª. pessoa.

d. O tempo e o modo.

4. O tempo presente expressa uma ação que está ocorrendo no momento da fala ou uma ação habitual. Qual desses casos se aplica ao verbo da charge? Explique.

5. Explique o humor presente na charge.

Reescreva as sentenças abaixo, segundo o modelo:

(Atente para a concordância verbo/sujeito.)

 

a) Foram adquiridas máquinas moderníssimas para a construção da rodovia.

b) Adquiriram-se máquinas moderníssimas para a construção da rodovia.

 

1. É indispensável que sejam construídas outras pontes.

2. Foi alterado o plano de reajuste salarial.

3. Têm sido descobertas, ultimamente, vacinas contra doenças que, até bem pouco tempo, dizimavam populações.

4. Serão realizadas na próxima semana as eleições municipais.

5. Eram mantidos fechados todos os portões do palácio.

6. Foi feita referência a nosso projeto durante a palestra.

7. São buscados os recursos necessários ao plano da incrementação da pecuária.

8. Foram resolvidos os impasses criados com o aumento do preço do café.

9. Foi importada sofisticada aparelhagem cirúrgica.

10. Foram conservados muitos costumes dos imigrantes em algumas comunidades.

11. Será completado amanhã o primeiro ciclo de palestras sobre esquistossomose.

12. Foi atribuído ao mau tempo o fraco desempenho do time.

13. Foram implantados novos sistemas de cobranças para aumentar a arrecadação.

14. Ainda não foram acertados os detalhes.

15. Espero que sejam mantidos os índices do ano passado.

16. Serão estipulados amanhã os novos preços da carne.

17. Apesar das dificuldades, foi feito um bom trabalho.

18. O zelador solicitou que as janelas fossem mantidas fechadas.

19. Está previsto que serão introduzidas algumas modificações nos estatutos.

20. Foram postos em debate vários assuntos ao mesmo tempo.

 

Destaque as palavras que não estão de acordo com a norma culta.

ATIVIDADE SPAECE

1- Aumento do efeito estufa ameaça plantas, diz estudo.

O aumento de dióxido de carbono na atmosfera, resultante do uso de combustíveis fósseis e das queimadas, pode ter consequências calamitosas para o clima mundial, mas também pode afetar diretamente o crescimento das plantas. Cientistas da Universidade de Basel, na Suíça, mostraram que, embora o dióxido de carbono seja essencial para o crescimento dos vegetais, quantidades excessivas desse gás prejudicam a saúde das plantas e têm efeitos incalculáveis na agricultura de vários países.

O Estado de São Paulo, 20 set. 1992, p.32.

O texto acima possui elementos coesivos que promovem sua manutenção temática. A partir dessa perspectiva, conclui-se que

(A) a palavra “mas”, na linha 3, contradiz a afirmação inicial do texto: linhas 1 e 2.

(B) a palavra “embora”, na linha 4, introduz uma explicação que não encontra complemento no restante do texto.

(C) as expressões: “consequências calamitosas”, na linha 2, e “efeitos incalculáveis”, na linha 6, reforçam a ideia que perpassa o texto sobre o perigo do efeito estufa.

(D) o uso da palavra “cientistas”, na linha 3, é desnecessário para dar credibilidade ao texto, uma vez que se fala em “estudo” no título do texto.

(E) a palavra “gás”, na linha 5, refere-se a “combustíveis fósseis” e “queimadas”, nas linhas 1 e 2, reforçando a ideia de catástrofe.

 

O poema de Manoel de Barros será utilizado para resolver as questões 2 e 3.

O apanhador de desperdícios

Uso a palavra para compor meus silêncios.

Não gosto das palavras fatigadas de informar.

Dou mais respeito às que vivem de barriga no chão

tipo água pedra sapo.

Entendo bem o sotaque das águas

Dou respeito às coisas desimportantes e aos seres desimportantes.

Prezo insetos mais que aviões.

Prezo a velocidade das tartarugas mais que a dos mísseis.

Tenho em mim um atraso de nascença.

Eu fui aparelhado para gostar de passarinhos.

Tenho abundância de ser feliz por isso.

Meu quintal é maior do que o mundo.

Sou um apanhador de desperdícios:

Amo os restos como as boas moscas.

Queria que a minha voz tivesse um formato de canto.

Porque eu não sou da informática:

eu sou da invencionática.

Só uso a palavra para compor meus silêncios.

BARROS, Manoel de. O apanhador de desperdícios. In. PINTO, Manuel da Costa.

Antologia comentada da poesia brasileira do século 21. São Paulo: Publifolha, 2006. p. 73-74.

2- É próprio da poesia de Manoel de Barros valorizar seres e coisas considerados, em geral, de

menor importância no mundo moderno. No poema de Manoel de Barros, essa valorização é

expressa por meio da linguagem

(A) denotativa, para evidenciar a oposição entre elementos da natureza e da modernidade.

(B) rebuscada de neologismos que depreciam elementos próprios do mundo moderno.

(C) hiperbólica, para elevar o mundo dos seres insignificantes.

(D) simples, porém expressiva no uso de metáforas para definir o fazer poético do eu-lírico poeta.

(E) referencial, para criticar o instrumentalismo técnico e o pragmatismo da era da informação digital.

 

3- Considerando o papel da arte poética e a leitura do poema de Manoel de Barros, afirma-se que

(A) informática e invencionática são ações que, para o poeta, correlacionam-se: ambas têm o mesmo valor na sua poesia.

(B) arte é criação e, como tal, consegue dar voz às diversas maneiras que o homem encontra para dar sentido à própria vida.

(C) a capacidade do ser humano de criar está condicionada aos processos de modernização tecnológicos.

(D) a invenção poética, para dar sentido ao desperdício, precisou se render às inovações da informática.

(E) as palavras no cotidiano estão desgastadas, por isso à poesia resta o silêncio da não comunicabilidade.

 

 

 

 

Jingule do Pçsc

-Eu fui candidátio a presidentio e só ganhei a eleição porque as úrnias era letrôniquias. Mas a minha músiquia de jinguio de Campânia era mais melhó. Olha a letra so jinguio ai debaixio. Tem até as nótias, que não são de dinheiro, são de músiquia, pra você podê tocá no violão. “Seu Creysson, Seu Creysson

Na çaude vai ter mais ambulanssa

E nas escolia vai ter vai ter inducassão

Pra violênça vai ter mas segurqancia

Ele é feio, mas num assustia o mercádio

E çeria mais melhó de bão

Si ele sêsse o presidentio da nassão

(Casseta & Planeta, Seu Creysson)

5- Em relação ao texto não se pode inferir que

a) A finalidade do texto é divertir e chamar a atenção para os problemas políticos.

b) É irônico pois um candidato sem o mínimo de instrução até poderia ganhar uma eleição.

c) O autor criou um jeito característico de se comunicar para chamar a atenção para coisas sérias mesmo em tom de brincadeira.

d) Seu Creysson repete as plataformas políticas de muitos outros candidatos a tresidente.

e) A crítica proposta no texto não pode ser aplicada à atual realidade da política brasileira.

 

6- Páris, filho do rei de Troia, raptou Helena, mulher de um rei grego.

Isso provocou um sangrento conflito de dez anos, entre os séculos XIII e XII a.C. Foi o primeiro choque entre o ocidente e o oriente. Mas os gregos conseguiram enganar os troianos. Deixaram à porta de seus

muros fortificados um imenso cavalo de madeira. Os troianos, felizes com o presente, puseram-no para dentro. À noite, os soldados gregos, que estavam escondidos no cavalo, saíram e abriram as portas da fortaleza para a invasão. Daí surgiu a expressão “presente de grego”.

DUARTE, Marcelo. O guia dos curiosos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

 

Em “puseram-no”, a forma pronominal “no” refere-se.

(A) ao termo “rei grego”.

(B) ao antecedente “gregos”.

(C) ao antecedente distante “choque”.

(D) à expressão “muros fortificados”.

(E) aos termos “presente” e “cavalo de madeira”.

 

 

 

 

Classificação dos Verbos

 

 

Classificam-se em:

a) Regulares: são aqueles que possuem as desinências normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca alterações no radical.

Por exemplo:

canto     cantei      cantarei     cantava      cantasse

b) Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca alterações no radical ou nas desinências.

Por exemplo:

faço     fiz      farei     fizesse

c) Defectivos: são aqueles que não apresentam conjugação completa. Classificam-se em impessoais, unipessoais e pessoais.

Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. Normalmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os principais verbos impessoais são:

a) haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se ou fazer (em orações temporais).

Por exemplo:

Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam)
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram)
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão)
Deixei de fumar muitos anos. ( = faz)

b) fazer, ser e estar (quando indicam tempo)

Por exemplo:

Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil.
Era primavera quando a conheci.
Estava frio naquele dia.

c) Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, amanhecer, escurecer, etc. Quando, porém, se constrói, "Amanheci mal-humorado", usa-se o verbo "amanhecer" em sentido figurado. Qualquer verbo impessoal, empregado em sentido figurado, deixa de ser impessoal para ser pessoal.

Por exemplo:

Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu)
Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)

d) São impessoais, ainda:

1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando tempo. Ex.: Já passa das seis.
2. os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição de, indicando suficiência. Ex.: Basta de tolices. Chega de blasfêmias.
3. os verbos estar e ficar em orações tais como Está bem, Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal, sem referência a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda, nesse caso, classificar o sujeito como hipotético, tornando-se, tais verbos, então, pessoais.
4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente de "ser possível". Por exemplo:

Não deu para chegar mais cedo.
Dá para me arrumar uns trocados?

Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, se conjugam apenas  nas terceiras pessoas, do singular e do plural.

Por exemplo:

A fruta amadureceu.

As frutas amadureceram.

Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como verbos pessoais na linguagem figurada:

Teu irmão amadureceu bastante.

Entre os unipessoais estão os verbos que significam vozes de animais; eis alguns:

bramar: tigre

bramir: crocodilo

cacarejar: galinha

coaxar: sapo

cricrilar: grilo

Os principais verbos unipessoais são:

1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer, ser (preciso, necessário, etc.).

Observe os exemplos:

Cumpre trabalharmos bastante. (Sujeito: trabalharmos bastante.)
Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.)
É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)

2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da conjunção que.

Observe os exemplos:

Faz dez anos que deixei de fumar. (Sueito: que deixei de fumar.)
Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo Cláudia. (Sujeito: que não vejo Cláudia)

Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.

Pessoais: não apresentam algumas flexões por motivos morfológicos ou eufônicos.

Por exemplo:

  verbo falir

Este verbo teria como formas do presente do indicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar - o que provavelmente causaria problemas de interpretação em certos contextos.

Por exemplo:


  verbo computar

Este verbo teria como formas do presente do indicativo computo, computas, computa - formas de sonoridade considerada ofensiva por alguns ouvidos gramaticais. Essas razões muitas vezes não impedem o uso efetivo de formas verbais repudiadas por alguns gramáticos: exemplo disso é o próprio verbo computar, que, com o desenvolvimento e a popularização da informática, tem sido conjugado em todos os tempos, modos e pessoas.

d) Abundantes: são aqueles que possuem mais de uma forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno costuma ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas curtas (particípio irregular).

Observe:

INFINITIVO

PARTICÍPIO REGULAR

PARTICÍPIO IRREGULAR

Anexar

Anexado

Anexo

Dispersar

Dispersado

Disperso

Eleger

Elegido

Eleito

Envolver

Envolvido

Envolto

Imprimir

Imprimido

Impresso

Matar

Matado

Morto

Morrer

Morrido

Morto

Pegar

Pegado

Pego

Soltar

Soltado

Solto

e) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical em sua conjugação.

Por exemplo:

Ir

Pôr

Ser

Saber

vou
vais
ides
fui
foste

ponho
pus
pôs
punha

sou
és
fui
foste
seja

sei
sabes
soube
saiba

f) Auxiliares

São aqueles que entram na formação dos tempos compostos e das locuções verbais. O verbo principal, quando acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.

Por exemplo: 
                          Vou     espantar           as          moscas.

                   (verbo auxiliar)       (verbo principal no infinitivo)


 

                      Está    chegando    a    hora     do    debate.

               (verbo auxiliar)      (verbo principal no gerúndio)                 

                   

                    Os noivos     foram    cumprimentados    por   todos   os     presentes. 

                                            (verbo auxiliar)     (verbo principal no particípio)

Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e haver.

                            atividade Classificação de verbos

1- Tendo em vista a classificação que se atribui aos verbos, dê dois exemplos de: 

 

  • a- verbos regulares
    b- verbos irregulares
    c- verbos defectivos
    d- verbos anômalos
    e- verbos abundantes

  • 2- Sabe-se que de acordo com as características que apresentam, os verbos recebem classificações distintas. Com base nesse pressuposto, defina:

  • a- Verbos regulares
    b- Verbos irregulares
    c- Verbos defectivos
    d- Verbos anômalos
    e- Verbos abundantes

  • 3- (Alerj/Fesp) Das alternativas abaixo, a que apresenta o particípio irregular dos verbos expressar, tingir e enxugar é:

    a) expressado, tinto e enxugado
    b) expresso, tingido e enxugado
    c) expressado, tingido e enxuto
    d) expresso, tinto e enxugado
    e) expresso, tinto e enxuto

  • 4- (TCE-RJ) Todos os verbos apresentam uma irregularidade no futuro do subjuntivo em:

    a) pôr – ver – rir
    b) dar – saber – ouvir
    c) dizer – equivaler – medir
    d) fazer – dispor – vir
    e) incendiar – caber – intervir

  • 5- Complete as lacunas a seguir utilizando o particípio regular ou irregular dos verbos entre parênteses: 

    a) No acidente, os ocupantes do veículo haviam ficado ----------------------nas ferragens. (prender)

    b) O espetáculo foi ------------- em virtude do mau tempo. (suspender)

    c) O garoto foi ----------------pelo Corpo de Bombeiros que atuava naquela região. (salvar)  

    d) Sua proposta foi ---------------------por todos durante a reunião. (aceitar)

    e) O candidato de sua preferência foi -------------- pela segunda vez, ocupando agora o cargo de Governador. (eleger)

    f) Vovó já havia ------------------ os bolinhos de chuva. (fritar)

Locuções Verbais

Outro tipo de conjugação composta - também chamada conjugação perifrástica - são as locuções verbais, constituídas de verbos auxiliares mais gerúndio ou infinitivo. São conjuntos de verbos que, numa frase, desempenham papel equivalente ao de um verbo único. Nessas locuções, o último verbo, chamado principal, surge sempre numa de suas formas nominais; as flexões de tempo, modo, número e pessoa ocorrem nos verbos auxiliares. Observe os exemplos:

Estou lendo o jornal.

Marta veio correndo: o noivo acabara de chegar.

Ninguém poderá sair antes do término da sessão.

A língua portuguesa apresenta uma grande variedade dessas locuções, conseguindo exprimir por meio delas os mais variados matizes de significado. Ser (estar, em algumas construções) é usado nas locuções verbais que exprimem a voz passiva analítica do verbo. Poder e dever são auxiliares que exprimem a potencialidade ou a necessidade de que determinado processo se realize ou não. Veja:

Pode ocorrer algo inesperado durante a festa.

Deve ocorrer algo inesperado durante a festa.

Outro auxiliar importante é querer, que exprime vontade, desejo.

Por exemplo:

Quero ver você hoje.

Também são largamente usados como auxiliares: começar a, deixar de, voltar a, continuar a, pôr-se a, ir, vir e estar, todos ligados à noção de aspecto verbal.

 

Aspecto Verbal

No que se refere ao estudo de valor e emprego dos tempos verbais, é possível perceber diferenças entre o pretérito perfeito e o pretérito imperfeito do indicativo. A diferença entre esses tempos é uma diferença de aspecto, pois está ligada à duração do processo verbal. Observe:

- Quando o vi, cumprimentei-o.

O aspecto é perfeito, pois o processo está concluído.

- Quando o via cumprimentava-o.

O aspecto é imperfeito, pois o processo não tem limites claros, prolongando-se por período impreciso de tempo.

O presente do indicativo e o presente do subjuntivo apresentam aspecto imperfeito, pois não impõem precisos ao processo verbal:

- Faço isso sempre.

- É provável que ele faça isso sempre.

Já o pretérito mais-que-perfeito, como o próprio nome indica, apresenta aspecto perfeito em suas várias formas do indicativo e do subjuntivo, pois traduz processos já concluídos:

- Quando atingimos o topo da montanha, encontramos a bandeira que ele fincara (ou havia fincado) dois dias antes.

- Se tivéssemos chegado antes, teríamos conseguido fazer o exame.

Outra informação aspectual que a oposição entre o perfeito  e imperfeito pode fornecer diz respeito à localização do processo no tempo. Os tempos perfeitos podem ser usados para exprimir processos localizados num ponto preciso do tempo:

- No momento em que o vi, acenei-lhe.

- Tinha-o cumprimentado logo que o vira.

Já os tempos imperfeitos podem indicar processos frequentes e repetidos:

- Sempre que saía, trancava todas as portas. 

O aspecto permite a indicação de outros detalhes relacionados com a duração do processo verbal. Veja:

- Tenho encontrado problemas em meu trabalho.

Esse tempo, conhecido como pretérito perfeito composto do indicativo, indica um processo repetido ou frequente, que se prolonga até o presente.

- Estou almoçando.

A forma composta pelo auxiliar estar seguido do gerúndio do verbo principal indica um processo que se prolonga. É largamente empregada na linguagem cotidiana, não só no presente, mas também em outros tempos (estava almoçando, estive almoçando, estarei almoçando, etc.).

Obs.: em Portugal, costuma-se utilizar o infinitivo precedido da preposição a em lugar do gerúndio.

Por exemplo: Estou a almoçar.

- Tudo estará resolvido quando ele chegar. Tudo estaria resolvido quando ele chegasse.

As formas compostas: estará resolvido e estaria resolvido, conhecidas como futuro do presente e futuro do pretérito compostos do indicativo, exprimem processo concluído - é a ideia do aspecto perfeito - ao qual se acrescenta a noção de que os efeitos produzidos permanecem, uma vez realizada a ação.

- Os animais noturnos terminaram de se recolher mal começou a raiar o dia.

Nas duas locuções destacadas, mais duas noções ligadas ao aspecto verbal: a indicação do término e do início do processo verbal.

- Eles vinham chegando à proporção que nós íamos saindo

As locuções formadas com os auxiliares vir e ir exprimem processos que se prolongam.

- Ele voltou a trabalhar depois de deixar de sonhar projetos irrealizáveis.

As locuções destacadas exprimem o início de um processo interrompido e a interrupção de outro, respectivamente.

Verbo

As palavras que expressam um fato ou acontecimento e o situam no tempo – presente (fujo), passado (queimara) ou futuro (tornaria) _, apresentando flexões ou variações, chamamos de verbos. E expressam uma visão dinâmica dos seres, situando-os no tempo, ao contrário dos substantivos, que apresentam uma visão estática.

Os verbos podem exprimir ação, estado, mudança de estado ou fenômenos meteorológicos.

Conjugações Verbais

Os verbos são agrupados, de acordo com a vogal temática, em três conjugações.

  • Primeira conjugação – pertencem a esta conjugação os verbos com infinitivo terminado em ar (vogal temática –a-): desviar, cercar, suspirar, enganar, etc.

  • Segunda conjugação – pertencem a esta conjugação os verbos com infinitivo terminado em er (vogal temática –e-): dizer, ter, correr, estremecer, etc.

  •  Terceira conjugação – pertencem a esta conjugação os verbos com infinitivo terminado em ir (vogal temática – i): fugir, cair, dormir, pedir etc.

Atenção

O verbo pôr e seus compostos (repor, depor, compor, impor etc.) pertencem a segunda conjugação, porque pôr origina-se da forma latina ponere.

Elementos estruturais do verbo

Radical é a parte imutável do verbo, que encerra sua significação. Observe que as três formas do verbo utilizar têm um elemento em comum em sua estrutura: utilize, reutilize, utilizar.

Formas rizotônicas são as formas verbais cujo acento tônico recai no radical: lavo, volte, compro, vence e formas arrizotônicas aquelas cujo acento tônico recai fora do radical: passamos, vendeis, sorrimos.

Vogal temática

Vogal temática é o elemento que designa a qual conjugação pertence o verbo.

Se tirarmos as terminações do infinitivo impessoal ( ar, er, ir), de um verbo, teremos o radical desse verbo: lutar, dizer, medir.

Esses verbos apresentam uma vogal depois do radical. Cada vogal indica a que conjugação o verbo pertence.

Atenção

A vogal temática nem sempre aparece em todas as formas verbais, que podem ter apenas radical e desinência: eu chamei (cham + ei), ele amou (am +ou), eu parto (part +o), que ele vença (venç + a).

Tema

O radical e a vogal temática juntos podem formar outro elemento verbal, o tema. Observe: amar, correr, sentir.

Atenção

O tema verbal pode ser mais facilmente observado no infinitivo impessoal: contar, viver, pedir. Se não houver a vogal temática, o tema será apenas o radical: contei, vivo, pedes.

Desinência

O elemento final do verbo que designa o modo, o tempo, o número e a pessoa em que ele está flexionado chama-se desinência. Referindo-se ao modo e ao tempo, a desinência é modo-temporal: contavam, vivias, pedíramos. Se indicar o número e a pessoa, ela é a desinência número-pessoal: contavam, vivias, pedíramos.

 

Conjugação dos Verbos Auxiliares

SER - Modo Indicativo

Presente

Pretérito
Perfeito

Pretérito
Imperfeito

Pretérito
Mais-Que-Perfeito

Futuro do
Presente

Futuro do
Pretérito

sou

fui

era

fora

serei

seria

és

foste

eras

foras

serás

serias

é

foi

era

fora

será

seria

somos

fomos

eramos

fôramos

seremos

seríamos

sois

fostes

éreis

fôreis

sereis

seríeis

são

foram

eram

foram

serão

seriam

SER - Modo Subjuntivo

Presente

Pretérito Imperfeito

Futuro

que eu seja

se eu fosse

quando eu for

que tu sejas

se tu fosses

quando tu fores

que ele seja

se ele fosse

quando ele for

que nós sejamos

se nós fôssemos

quando nós formos

que vós sejais

se vós fôsseis

quando vós fordes

que eles sejam

se eles fossem

quando eles forem

SER - Modo Imperativo

Afirmativo

Negativo

sê tu

não sejas tu

seja você

não seja você

sejamos nós

não sejamos nós

sede vós

não sejais vós

sejam vocês

não sejam vocês

SER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal

Infinitivo Pessoal

Gerúndio

Particípio

ser

ser eu

sendo

sido

 

seres tu

 

 

 

ser ele

 

 

 

sermos nós

 

 

 

serdes vós

 

 

 

serem eles

 

 

ESTAR - Modo Indicativo

Presente

Pretérito
Perfeito

Pretérito
Imperfeito

Pretérito
Mais-Que-Perfeito

Futuro do
Presente

Futuro do
Pretérito

estou

estive

estava

estivera

estarei

estaria

estás

estiveste

estavas

estiveras

estarás

estarias

está

esteve

estava

estivera

estará

estaria

estamos

estivemos

estávamos

estivéramos

estaremos

estaríamos

estais

estivestes

estáveis

estivéreis

estareis

estaríeis

estão

estiveram

estavam

estiveram

estarão

estariam

ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente

Pretérito Imperfeito

Futuro

Afirmativo

Negativo

esteja

estivesse

estiver

 

 

estejas

estivesses

estiveres

está

estejas

esteja

esvivesse

estiver

esteja

esteja

estejamos

estivéssemos

estivermos

estejamos

estejamos

estejais

estivésseis

estiverdes

estai

estejais

estejam

estivessem

estiverem

estejam

estejam

ESTAR - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal

Infinitivo Pessoal

Gerúndio

Particípio

estar

estar

estando

estado

 

estares

 

 

 

estar

 

 

 

estarmos

 

 

 

estardes

 

 

 

estarem

 

 

Modos Verbais

Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo verbo na expressão de um fato. Em Português, existem três modos:

Indicativo - indica uma certeza, uma realidade. Por exemplo: Eu sempre estudo.
Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade. Por exemplo: Talvez eu estude amanhã.
Imperativo - indica uma ordem, um pedido. Por exemplo: Estuda agora, menino.

Formas Nominais

Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas que podem exercer funções de nomes (substantivo, adjetivo, advérbio), sendo por isso denominadas formas nominais. Observe:

a) Infinitivo Impessoal: exprime a significação do verbo de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de substantivo.

Por exemplo:

Viver é lutar. (= vida é luta)


É indispensável combater a corrupção. (= combate à)

O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente (forma simples) ou no passado (forma composta).

Por exemplo:

É preciso ler este livro.
Era preciso ter lido este livro.

b) Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às três pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não apresenta desinências, assumindo a mesma forma do impessoal; nas demais, flexiona-se da seguinte maneira:

2ª pessoa do singular: Radical + ES

Ex.: teres(tu)

1ª pessoa do plural: Radical + MOS

Ex.: termos (nós)

2ª pessoa do plural: Radical + DES

Ex.: terdes (vós)

3ª pessoa do plural: Radical + EM

Ex.: terem (eles)

Por exemplo:

Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação.

c) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou advérbio.

Por exemplo:

Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de advérbio)

Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função adjetivo)

Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso; na forma composta, uma ação concluída.

Por exemplo:

Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro.

Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro.

d) Particípio: quando não é empregado na formação dos tempos compostos, o particípio indica geralmente o  resultado de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e grau.

Por exemplo:

Terminados os exames, os candidatos saíram.

Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma relação temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo (adjetivo verbal).

Por exemplo:

Ela foi a aluna escolhida para representar a escola.

ORAÇÕES REDUZIDAS

Sobre as Orações Reduzidas

Observe as frases abaixo:

Ao terminar a prova, todo candidato deve aguardar.

Ouvimos uma criança chorando na praça.

Comprada a casa, a família mudou-se.

Veja que as orações em destaque não são introduzidas por conjunção. Além disso, os verbos estão em suas formas nominais (infinitivo, gerúndio e particípio). As orações que apresentam essa forma recebem o nome de Orações Reduzidas.

Para reconhecer mais facilmente o tipo de oração que está sob a forma reduzida, podemos desenvolvê-la da seguinte maneira:

1) Substitui-se a forma nominal do verbo por um tempo do indicativo ou do subjuntivo;

2) Inicia-se a oração com um conectivo adequado (conjunção ou pronome relativo), de modo que apenas a forma da frase seja alterada, e não o seu sentido.

Observe agora como seria o desenvolvimento das orações já vistas:

Ao terminar a prova, todo candidato deve aguardar.

Forma Desenvolvida: quando terminar a prova, todo candidato deve aguardar.

Análise da Oração: oração subordinada adverbial temporal reduzida de infinitivo.

Ouvimos uma criança chorando na praça.

Forma Desenvolvida: ouvimos uma criança que chorava na praça.

Análise da Oração: oração subordinada adjetiva restritiva reduzida de gerúndio.

Comprada a casa, a família mudou-se.

Forma Desenvolvida: Assim que comprou a casa, a família mudou-se.

Análise da Oração: oração subordinada adverbial temporal reduzida de particípio.

Obs.: dependendo do contexto, as orações reduzidas podem permitir mais de um tipo de desenvolvimento.

 

Tempos verbais do Indicativo

01) Presente:

Indica fato que ocorre no dia-a-dia, corriqueiramente.

Ex. Todos os dias, caminho no Zerão. Estudo no Maxi. Confio em meus amigos.

02) Pretérito:

Indica fatos que já ocorreram.

A) Pretérito Perfeito:

Indica fato que ocorreu no passado em determinado momento, observado depois de concluído.

Ex. Ontem caminhei no Zerão.

      Estudei no Maxi no ano passado

  Confiei em pseudo-amigos.

B) Pretérito Imperfeito:

Indica fato que ocorria com frequência no passado, ou fato que não havia chegado ao final no momento em que estava sendo observado.

Ex. Naquela época, todos os dias, eu caminhava no Zerão.

      Eu estudava no Maxi, quando conheci Magali.

      Eu confiava naqueles amigos.

C) Pretérito Mais-que-perfeito:

Indica fato ocorrido antes de outro no Pretérito Perfeito do Indicativo.

Ex. Ontem, quando você foi ao Zerão, eu já caminhara 6 Km.

      Eu já estudara no Maxi, quando conheci Magali.

      Eu confiara naquele amigo que mentiu a mim.

 

03) Futuro:

Indica fatos que ocorrem depois do momento da fala.

A) Futuro do Presente:

Indica fato que, com certeza, ocorrerá.

Ex. Amanhã caminharei no Zerão pela manhã.

      Estudarei no Maxi, no ano que vem.

      Eu confiarei mais uma vez naquele amigo que mentiu a mim.

B) Futuro do Pretérito:

Indica fato futuro, dependente de outro anterior a ele.

Ex. Eu caminharia todos os dias, se não trabalhasse tanto.

      Estudaria no Maxi, se morasse em Londrina.

      Eu confiaria mais uma vez naquele amigo, se ele me prometesse não mais me trair.

Os modos subjuntivo e imperativo

Tempos verbais do Subjuntivo:

01) Presente:

Indica desejo atual, dúvida que ocorre no momento da fala.

Ex. Espero que eu caminhe bastante no ano que vem.

      O meu desejo é que eu estude no Maxi ainda.

      Duvido de que eu confie nele novamente.

02) Pretérito Imperfeito:

Indica condição, hipótese; normalmente é usado com o Futuro do Pretérito do Indicativo.

Ex. Eu caminharia todos os dias, se não trabalhasse tanto.

      Estudaria no Maxi, se morasse em Londrina.

      Eu confiaria mais uma vez naquele amigo, se ele me prometesse não mais me trair.

03) Futuro:

Indica hipótese futura.

Ex. Quando eu começar a caminhar todos os dias, sentir-me-ei melhor.

      Quando eu estudar no Maxi, aprenderei mais coisas.

      Quando ele me prometer que não me trairá mais, voltarei a confiar nele.

O modo Imperativo

O modo Imperativo expressa ordem, pedido ou conselho

Ex. Caminhe todos os dias, para a saúde melhorar.

      Estude no Maxi! Confie em mim!

As formas nominais

Não exprimem com exatidão o tempo em que se dá o fato expresso – completam o esquema dos tempos simples. São três:

01) Infinitivo:

São as formas terminadas em ar, er ou ir. Infinitivo Impessoal (falar), Infinitivo Pessoal (falar eu, falares tu, etc.).

02) Gerúndio:

São as formas terminadas em ndo (falando).

03) Particípio:

São as formas terminadas em ado ou ido (falado, partido).

Tempos Compostos

Os tempos verbais compostos são formados por locuções verbais que têm como auxiliares os verbos ter e haver e como principal, qualquer verbo no particípio. São eles:

 

01) Pretérito Perfeito Composto do Indicativo:

É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Presente do Indicativo e o principal no particípio, indicando fato que tem ocorrido com frequência ultimamente.

Ex. Eu tenho estudado demais ultimamente.

     Todos nós nos temos esforçado, para a empresa crescer.

     Será que tu tens tentado melhorar?

 

02) Pretérito Perfeito Composto do Subjuntivo:

É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Presente do Subjuntivo e o principal no particípio, indicando desejo de que algo já tenha ocorrido.

Ex. Espero que você tenha estudado o suficiente, para conseguir a aprovação.

      O meu desejo é que todos nós nos tenhamos esforçado, para a empresa crescer.

      Duvido de que tu tenhas tentado melhorar.

 

03) Pretérito Mais-que-perfeito Composto do Indicativo:

É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Pretérito Imperfeito do Indicativo e o principal no particípio, tendo o mesmo valor que o Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo simples.

Ex. Ontem, quando você foi ao Zerão, eu já tinha caminhado 6 Km.

      Eu já tinha estudado no Maxi, quando conheci Magali.

      Eu tinha confiado naquele amigo que mentiu a mim.

04) Pretérito Mais-que-perfeito Composto do Subjuntivo:

É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Pretérito Imperfeito do Subjuntivo e o principal no particípio, tendo o mesmo valor que o Pretérito Imperfeito do Subjuntivo simples.

Ex. Eu teria caminhado todos os dias desse ano, se não estivesse trabalhando tanto.

      Eu teria estudado no Maxi, se não me tivesse mudado de cidade.

      Eu teria confiado mais uma vez naquele amigo, se ele me tivesse prometido não mais me trair.

Obs.: Perceba que todas as frases remetem a ação obrigatoriamente para o passado. A frase Se eu estudasse, aprenderia é completamente diferente de Se eu tivesse estudado, teria aprendido.

05) Futuro do Presente Composto do Indicativo:

É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Presente simples do Indicativo e o principal no particípio, tendo o mesmo valor que o Futuro do Presente simples do Indicativo.

Ex. Quando você chegar ao Zerão, eu já terei caminhado 6 Km.

      Amanhã, quando o dia amanhecer, eu já terei partido.

06) Futuro do Pretérito Composto do Indicativo:

É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Pretérito simples do Indicativo e o principal no particípio, tendo o mesmo valor que o Futuro do Pretérito simples do Indicativo.

Ex. Eu teria caminhado todos os dias desse ano, se não estivesse trabalhando tanto.

      Eu teria estudado no Maxi, se não me tivesse mudado de cidade.

      Eu teria confiado mais uma vez naquele amigo, se ele me tivesse prometido não mais me trair.

07) Futuro Composto do Subjuntivo:

É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Subjuntivo simples e o principal no particípio, tendo o mesmo valor que o Futuro do Subjuntivo simples.

Ex. Quando você tiver terminado sua série de exercícios, eu caminharei 6 Km.

Observe algumas frases:

      Quando você chegar à minha casa, telefonarei a Osbirvânio. 

      Quando você chegar à minha casa, já terei telefonado a Osbirvânio.

Perceba que o significado é totalmente diferente em ambas as frases apresentadas. No primeiro caso, esperarei "você" praticar a sua ação para, depois, praticar a minha; no segundo, primeiro praticarei a minha. Por isso o uso do advébio "já".

Agora observe estas:

      Quando você tiver terminado o trabalho, telefonarei a Osbirvânio.

      Quando você tiver terminado o trabalho, já terei telefonado a Osbirvânio.

Perceba que novamente o significado é totalmente diferente em ambas as frases apresentadas. No primeiro caso, esperarei "você" praticar a sua ação para, depois, praticar a minha; no segundo, primeiro praticarei a minha. Por isso o uso do advébio "já".

08) Infinitivo Pessoal Composto:

É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Infinitivo Pessoal simples e o principal no particípio, indicando ação passada em relação ao momento da fala.

Ex. Para você ter comprado esse carro, necessitou de muito dinheiro.

Classificação dos verbos

Os verbos classificam-se em:

01) Verbos Regulares:

Verbos regulares são aqueles que não sofrem alterações no radical.

Ex. cantar, vender, partir.

02) Verbos Irregulares:

Verbos irregulares são aqueles que sofrem pequenas alterações no radical.

Ex. fazer = faço, fazes; fiz, fizeste

03) Verbos Anômalos:

Verbos anômalos são aqueles que sofrem grandes alterações no radical.

Ex. ser = sou, é, fui, era, serei.

04) Verbos Defectivos:

Verbos defectivos são aqueles que não possuem conjugação completa.

Ex. falir, reaver, precaver = não possuem as 1ª, 2ª e 3ª pes. do presente do indicativo e o presente do subjuntivo inteiro.

05) Verbos Abundantes:

Verbos abundantes são aqueles que apresentam duas formas de mesmo valor. Geralmente ocorrem no particípio, que chamaremos de particípio regular, terminado em -ado, -ido, usado na voz ativa, com o auxiliar ter ou haver, e particípio irregular, com outra terminação diferente, usado na voz passiva, com o auxiliar ser ou estar.

Exemplos de verbos abundantes:

 

Infinitivo                   Part.Regular      Part.Irregular

aceitar                      aceitado           aceito

acender                    acendido           aceso

contundir                                    contundido                  contuso

eleger                       elegido             eleito

entregar                   entregado         entregue

enxugar                    enxugado         enxuto

expulsar                   expulsado         expulso

imprimir                    imprimido         impresso

limpar                       limpado            limpo

murchar                   murchado         murcho

suspender                                   suspendido                 suspenso

tingir                        tingido              tinto

Obs.: Os verbos abrir, cobrir, dizer, escrever, fazer, pôr, ver e vir só possuem o particípio irregular aberto, coberto, dito, escrito, feito, posto, visto e vindo. Os particípios regulares gastado, ganhado e pagado estão caindo ao desuso, sendo substituídos pelos irregulares gasto, ganho e pago.

Formação dos tempos simples

Tempos derivados do Presente do Indicativo

O Presente do Indicativo forma o Presente do Subjuntivo e o modo Imperativo.

01) Presente do Subjuntivo:

O Presente do Subjuntivo é obtido pela eliminação da desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do indicativo (eu). Aos verbos de 1ª conjugação, acrescenta-se -e; aos de 2ª e 3ª, -a, acrescentando-se, ainda, as mesmas desinências do Presente do Subjuntivo para os verbos regulares ( - / s / - / mos / is / m). Por exemplo, veja a conjugação dos verbos cantar, vender e sorrir.

Eu canto (- o + e) = que eu cante, tu cantes, ele cante, nós cantemos, vós canteis, eles cantem

Eu vendo (- o + a) = que eu venda, tu vendas, ele venda, nós vendamos, vós vendais, eles vendam

Eu sorrio (-o + a) = que eu sorria, tu sorrias, ele sorria, nós sorriamos, vós sorriais, eles sorriam

Exceções:

     querer = Eu quero / queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram.

     ir = Eu vou / vá, vás, vá, vamos, vades, vão.

     saber = Eu sei / saiba, saibas, saiba, saibamos, saibais, saibam.

     ser = Eu sou / seja, sejas, seja, sejamos, sejais, sejam.

     haver = Eu hei / haja, hajas, haja, hajamos, hajais, hajam.

02) Imperativo Afirmativo:

O Imperativo Afirmativo provém tanto do Presente do Indicativo, quando do Presente do Subjuntivo. Tu e vós provêm do Presente do Indicativo, sem a desinência -s; você, nós e vocês provêm do Presente do Subjuntivo. Por exemplo, veja a conjugação do verbo cantar. Presente do indicativo: Eu canto, tu cantas, ele canta, nós cantamos, vós cantais, eles cantam.

Presente do Subjuntivo: Que eu cante, tu cantes, ele cante, nós cantemos, vós canteis, eles cantem.

Imperativo Afirmativo: Canta tu, cante você, cantemos nós, cantai vós, cantem vocês.

Exceção:

Ser = sê tu, seja você, sejamos nós, sede vós, sejam vocês.

03) Imperativo Negativo:

O Imperativo Negativo provém do Presente do Subjuntivo.

Por exemplo, veja a conjugação do verbo cantar:

Não cantes tu, não cante você, não cantemos nós, não canteis vós, não cantem vocês.

Tempos derivados do Pretérito Perfeito do Indicativo

O Pretérito Perfeito do Indicativo forma o Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo, o Futuro do Subjuntivo e o Pretérito Imperfeito do Subjuntivo.

01) Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo:

O Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo é obtido pela eliminação da desinência -m da terceira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo (eles), acrescentando-se as mesmas desinências número-pessoais para os verbos regulares ( - / s / - / mos / is / m).

Na segunda pessoa do plural (vós), troca-se o -a por -e. Por exemplo, veja a conjugação dos verbos cantar, vender e sorrir.

Eles cantaram - m = eu cantara, tu cantaras, ele cantara, nós cantáramos, vós cantareis, eles cantaram

Eles venderam - m = eu vendera, tu venderas, ele vendera, nós vendêramos, vós vendêreis, eles venderam

Eles sorriram - m = eu sorrira, tu sorriras, ele sorrira, nós sorríramos, vós sorríreis, eles sorriram 

 

02) Futuro do Subjuntivo:

O Futuro do Subjuntivo é obtido pela eliminação da desinência -am da terceira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo (eles), acrescentando-se as mesmas desinências número-pessoais para os verbos regulares ( - / es / - / mos / des / em).

O Futuro do Subjuntivo sempre é iniciado pelas conjunções quando ou se. Por exemplo, veja a conjugação dos verbos cantar, vender e sorrir.

Eles cantaram - am = quando eu cantar, tu cantares, ele cantar, nós cantarmos, vós cantardes, eles cantarem.

Eles venderam - am = quando eu vender, tu venderes, ele vender, nós vendermos, vós venderdes, eles venderem.

Eles sorriram - am = quando eu sorrir, tu sorrires, ele sorrir, nós sorrirmos, vós sorrirdes, eles sorrirem.

 

03) Pretérito Imperfeito do Subjuntivo:

O Pretérito Imperfeito do Subjuntivo é obtido pela eliminação da desinência -ram da terceira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo (eles), acrescentando-se a desinência do Pretérito Imperfeito do Subjuntivo -sse e as mesmas desinências número-pessoais para os verbos regulares ( - / s / - / mos / is / m).

O Pretérito Imperfeito do Subjuntivo sempre é iniciado pelas conjunções caso ou se. Por exemplo, veja a conjugação dos verbos cantar, vender e sorrir.

Eles cantaram - ram + sse = se eu cantasse, tu cantasses, ele cantasse, nós cantássemos, vós cantásseis, eles cantassem.

Eles venderam - ram + sse = se eu vendesse, se tu vendesses, se ele vendesse, se nós vendêssemos, se vós vendêsseis, se eles vendessem.

Eles sorriram - ram + sse = se eu sorrisse, se tu sorrisses, se ele sorrisse, se nós sorrissemos, se vós sorrisseis, se eles sorrissem.

 

Tempos derivados do Infinitivo Impessoal

O Infinitivo Impessoal forma o Futuro do Presente do Indicativo, o Futuro do Pretérito do Indicativo e o Pretérito Imperfeito do Indicativo.

01) Futuro do Presente do Indicativo:

O Futuro do Presente do Indicativo é obtido pelo acréscimo ao infinitivo das desinências -ei / ás / á / emos / eis / ão.

Por exemplo, veja a conjugação dos verbos cantar, vender e sorrir.

cantar = eu cantarei, tu cantarás, ele cantará, nós cantaremos, vós cantareis, eles cantarão.

vender = eu venderei, tu venderás, ele venderá, nós venderemos, vós vendereis, eles venderão.

sorrir = eu sorrirei, tu sorrirás, ele sorrirá, nós sorriremos, vós sorrireis, eles sorrirão.

 

02) Futuro do Pretérito do Indicativo:

O Futuro do Pretérito do Indicativo é obtido pelo acréscimo ao infinitivo das desinências -ia / ias / ia / íamos / íeis / iam.

Por exemplo, veja a conjugação dos verbos cantar, vender e sorrir.

cantar = eu cantaria, tu cantarias, ele cantaria, nós cantaríamos, vós cantaríeis, eles cantariam.

vender = eu venderia, tu venderias, ele venderia, nós venderíamos, vós venderíeis, eles venderiam.

sorrir = eu sorriria, tu sorririas, ele sorriria, nós sorriríamos, vós sorriríeis, eles sorriram.

Exceções: Os verbos fazer, dizer e trazer são conjugados no Futuro do Presente e no Futuro do Pretérito, seguindo-se as mesmas regras acima, porém sem as letras ze, sendo estruturados, então, assim: far, dir, trar.

fazer = eu farei, tu farás, ele fará, nós faremos, vós fareis, eles farão.

dizer = eu diria, tu dirias, ele diria, nós diríamos, vós diríeis, eles diriam.

trazer = eu trarei, tu trarás, ele trará, nós traremos, vós trareis, eles trarão.

 

03) Infinitivo Pessoal:

O Infinitivo Pessoal é obtido pelo acréscimo ao infinitivo das desinências / - / es / - / mos / des / em.

Por exemplo, veja a conjugação dos verbos cantar, vender e sorrir.

cantar = era para eu cantar, tu cantares, ele cantar, nós cantarmos, vós cantardes, eles cantarem.

vender = era para eu vender, tu venderes, ele vender, nós vendermos, vós venderdes, eles venderem.

sorrir = eu sorrir, tu sorrires, ele sorrir, nós sorrirmos, vós sorrirdes, eles sorrirem.

 

04) Pretérito Imperfeito do Indicativo:

O Pretérito Imperfeito do Indicativo é obtido pela eliminação da terminação verbal -ar, -er, -ir do Infinito Impessoal, acrescentando-se a desinência -ava- para os verbos terminados em -ar e a desinência -ia- para os verbos terminados em -er e -ir e, depois, as mesmas desinências número-pessoais para os verbos regulares ( - / s / - / mos / is / m). Na segunda pessoa do plural (vós), troca-se o -a por -e.

cantar - ar + ava = eu cantava, tu cantavas, ele cantava, nós cantávamos, vós cantáveis, eles cantavam.

vender - er + ia = eu vendia, tu vendias, ele vendia, nós vendíamos, vós vendíeis, eles vendiam.

sorrir - ir + ia = eu sorria, tu sorrias, ele sorria, nós sorríamos, vós sorríeis, eles sorriam.

Os verbos que não seguem as regras acima são ter, pôr, vir e ser.

Ter = tinha, tinhas, tinha, tínhamos, tínheis, tinham.

Pôr = punha, punhas, punha, púnhamos, púnheis, punham.

Vir = vinha, vinhas, vinha, vínhamos, vínheis, vinham.

Ser = era, eras, era, éramos, éreis, eram.

Verbos notáveis

Antes de estudar alguns verbos notáveis da língua portuguesa, é importante que o estudante saiba da existência de dois nomes, em relação aos verbos: Formas rizotônica e arrizotônica.

Formas Rizotônicas:

São as estruturas verbais com a sílaba tônica dentro do radical.

São elas: eu, tu, ele e eles do presente do indicativo, eu, tu, ele e eles do presente do subjuntivo, tu, você e vocês do imperativo afirmativo e tu, você e vocês do imperativo negativo.

Formas Arrizotônicas:

São as estruturas verbais com a sílaba tônica fora do radical.

São todas as outras estruturas verbais, com exceção das rizotônicas.

 

 

 

 

 

 

04) Arrear:

Verbo irregular da 1ª conjugação. Significa pôr arreio. Como ele, conjugam-se todos os verbos terminados em -ear. Variam no radical, que recebe um i nas formas rizotônicas.

Presente do Indicativo: arreio, arreias, arreia, arreamos, arreais, arreiam.

Presente do Subjuntivo: arreie, arreies, arreie, arreemos, arreeis, arreiem.

Imperativo Afirmativo: arreia, arreie, arreemos, arreai, arreiem.

Imperativo Negativo: não arreies, não arreie, não arreemos, não arreeis, não arreiem.

Pretérito Perfeito do Indicativo: arreei, arreaste, arreou, arreamos, arreastes, arrearam.

Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo: arreara, arrearas, arreara, arreáramos, arreáreis, arrearam.

Futuro do Subjuntivo: arrear, arreares, arrear, arrearmos, arreardes, arrearem.

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo: arreasse, arreasses, arreasse, arreássemos, arreásseis, arreassem.

Futuro do Presente: arrearei, arrearás, arreará, arrearemos, arreareis, arrearão.

Futuro do Pretérito: arrearia, arrearias, arrearia, arrearíamos, arrearíeis, arreariam.

Infinitivo Pessoal: arrear, arreares, arrear, arrearmos, arreardes, arrearem.

Pretérito Imperfeito do Indicativo: arreava, arreavas, arreava, arreávamos, arreáveis, arreavam.

 Formas Nominais: arrear, arreando, arreado.

05) Arriar:
Verbo regular da 1ª conjugação. Significa fazer descer. Como ele, conjugam-se todos os verbos terminados em -iar, menos mediar, ansiar, remediar, incendiar e odiar.

Presente do Indicativo: arrio, arrias, arria, arriamos, arriais, arriam.

Presente do Subjuntivo: arrie, arries, arrie, arriemos, arrieis, arriem.

Imperativo Afirmativo: arria, arrie, arriemos, arriai, arriem.

Imperativo Negativo: não arries, não arrie, não arriemos, não arrieis, não arriem.

Pretérito Perfeito do Indicativo: arriei, arriaste, arriou, arriamos, arriastes, arriaram.

Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo: arriara, arriaras, arriara, arriáramos, arriáreis, arriaram.

Futuro do Subjuntivo: arriar, arriares, arriar, arriarmos, arriardes, arriarem.

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo: arriasse, arriasses, arriasse, arriássemos, arriásseis, arriassem.

Futuro do Presente: arriarei, arriarás, arriará, arriaremos, arriareis, arriarão.

Futuro do Pretérito: arriaria, arriarias, arriaria, arriaríamos, arriaríeis, arriariam.

Infinitivo Pessoal: arriar, arriares, arriar, arriarmos, arriardes, arriarem.

Pretérito Imperfeito do Indicativo: arriava, arriavas, arriava, arriávamos, arriáveis, arriavam.

Formas Nominais: arriar, arriando, arriado.

06) Ansiar:
Verbo irregular da 1ª conjugação. Como ele, conjugam-se mediar, remediar, incendiar e odiar. Variam no radical, que recebe um e nas formas rizotônicas.

Presente do Indicativo: anseio, anseias, anseia, ansiamos, ansiais, anseiam.

Presente do Subjuntivo: anseie, anseies, anseie, ansiemos, ansieis, anseiem.

Imperativo Afirmativo: anseia, anseie, ansiemos, ansiai, anseiem.

Imperativo Negativo: não anseies, não anseie, não ansiemos, não ansieis, não anseiem.

Pretérito Perfeito do Indicativo: ansiei, ansiaste, ansiou, ansiamos, ansiastes, ansiaram.

Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo: ansiara, ansiaras, ansiara, ansiáramos, ansiáreis, ansiaram.

Futuro do Subjuntivo: ansiar, ansiares, ansiar, ansiarmos, ansiardes, ansiarem.

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo: ansiasse, ansiasses, ansiasse, ansiássemos, ansiásseis, ansiassem.

Futuro do Presente: ansiarei, ansiarás, ansiará, ansiaremos, ansiareis, ansiarão.

Futuro do Pretérito: ansiaria, ansiarias, ansiaria, ansiaríamos, ansiaríeis, ansiariam.

Infinitivo Pessoal: ansiar, ansiares, ansiar, ansiarmos, ansiardes, ansiarem.

Pretérito Imperfeito do Indicativo: ansiava, ansiavas, ansiava, ansiávamos, ansiáveis, ansiavam.

Formas Nominais: ansiar, ansiando, ansiado.

07) Haver:
Verbo irregular da 2ª conjugação. Varia no radical e nas desinências.

Presente do Indicativo: hei, hás, há, havemos, haveis, hão.

Presente do Subjuntivo: haja, hajas, haja, hajamos, hajais, hajam.

Imperativo Afirmativo: há, haja, hajamos, havei, hajam.

Imperativo Negativo: não hajas, não haja, não hajamos, não hajais, não hajam.

Pretérito Perfeito do Indicativo: houve, houveste, houve, houvemos, houvestes, houveram.

Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo: houvera, houveras, houvera, houvéramos, houvéreis, houveram.

Futuro do Subjuntivo: houver, houveres, houver, houvermos, houverdes, houverem.

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo: houvesse, houvesses, houvesse, houvéssemos, houvésseis, houvessem.

Futuro do Presente: haverei, haverás, haverá, haveremos, havereis, haverão.

Futuro do Pretérito: haveria, haverias, haveria, haveríamos, haveríeis, haveriam.

Infinitivo Pessoal: haver, haveres, haver, havermos, haverdes, haverem.

Pretérito Imperfeito do Indicativo: havia, havias, havia, havíamos, havíeis, haviam.

Formas Nominais: haver, havendo, havido.

08) Reaver:
Verbo defectivo da 2ª conjugação. Faltam-lhe as formas rizotônicas e derivadas. As formas não existentes devem ser substituídas pelas do verbo recuperar.

Presente do Indicativo: ///, ///, ///, reavemos, reaveis, ///.

Presente do Subjuntivo: ///, ///, ///, ///, ///, ///.

Imperativo Afirmativo: ///, ///, ///, reavei vós, ///.

Imperativo Negativo: ///, ///, ///, ///, ///.

Pretérito Perfeito do Indicativo: reouve, reouveste, reouve, reouvemos, reouvestes, reouveram.

Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo: reouvera, reouveras, reouvera, reouvéramos, reouvéreis, reouveram.

Futuro do Subjuntivo: reouver, reouveres, reouver, reouvermos, reouverdes, reouverem.

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo: reouvesse, reouvesses, reouvesse, reouvéssemos, reouvésseis, reouvessem.

Futuro do Presente: reaverei, reaverás, reaverá, reaveremos, reavereis, reaverão.

Futuro do Pretérito: reaveria, reaverias, reaveria, reaveríamos, reaveríeis, reaveriam.

Infinitivo Pessoal: reaver, reaveres, reaver, reavermos, reaverdes, reaverem.

Pretérito Imperfeito do Indicativo: reavia, reavias, reavia, reavíamos, reavíeis, reaviam.

Formas Nominais: reaver, reavendo, reavido.

09) Precaver:
Verbo defectivo da 2ª conjugação, quase sempre usado pronominalmente (precaver-se). Faltam-lhe as formas rizotônicas e derivadas. As formas não existentes devem ser substituídas pelas dos verbos acautelar-se, prevenir-se. As formas existentes são conjugadas regularmente, ou seja, seguem a conjugação de qualquer verbo regular terminado em -er, como escrever.

Presente do Indicativo: ///, ///, ///, precavemos, precaveis, ///.

Presente do Subjuntivo: ///, ///, ///, ///, ///, ///.

Imperativo Afirmativo: ///, ///, ///, prevavei vós, ///.

Imperativo Negativo: ///, ///, ///, ///, ///.

Pretérito Perfeito do Indicativo: precavi, precaveste, precaveu, precavemos, precavestes, precaveram.

Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo: precavera, precavera, precavera, precavêramos, precavêreis, precaveram.

Futuro do Subjuntivo: precaver, precaveres, precaver, precavermos, precaverdes, precaverem.

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo: precavesse, precavesses, precavesse, precavêssemos, precavêsseis, precavessem.

Futuro do Presente: precaverei, precaverás, precaverá, precaveremos, precavereis, precaverão.

Futuro do Pretérito: precaveria, precaverias, precaveria, precaveríamos, precaveríeis, precaveriam.

Infinitivo Pessoal: precaver, precaveres, precaver, precavermos, precaverdes, precaverem.

Pretérito Imperfeito do Indicativo: precavia, precavias, precavia, precavíamos, precavíeis, precaviam.

Formas Nominais: precaver, precavendo, precavido.

10) Prover:
Verbo irregular da 2ª conjugação que significa abastecer. Varia nas desinências. No presente do indicativo, no presente do subjuntivo, no imperativo afirmativo e no imperativo negativo tem conjugação idêntica à do verbo ver; no restante dos tempos, tem conjugação regular, ou seja, segue a conjugação de qualquer verbo regular terminado em -er, como escrever.

Presente do Indicativo: provejo, provês, provê, provemos, provedes, provêem.

Presente do Subjuntivo: proveja, provejas, proveja, provejamos, provejais, provejam.

Imperativo Afirmativo: provê, proveja, provejamos, provede, provejam.

Imperativo Negativo: não provejas, não proveja, não provejamos, não provejais, não provejam.

Pretérito Perfeito do Indicativo: provi, proveste, proveu, provemos, provestes, proveram.

Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo: provera, proveras, provera, provêramos, provêreis, proveram.

Futuro do Subjuntivo: prover, proveres, prover, provermos, proverdes, proverem.

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo: provesse, provesses, provesse, provêssemos, provêsseis, provessem.

Futuro do Presente: proverei, proverás, proverá, proveremos, provereis, proverão.

Futuro do Pretérito: proveria, proverias, proveria, proveríamos, proveríeis, proveriam.

Infinitivo Pessoal: prover, proveres, prover, provermos, proverdes, proverem.

Pretérito Imperfeito do Indicativo: provia, provias, provia, províamos, províeis, proviam.

Formas Nominais: prover, provendo, provido.

11) Requerer:
Verbo irregular da 2ª conjugação que significa pedir, solicitar, por meio de requerimento. Varia no radical. No presente do indicativo, no presente do subjuntivo, no imperativo afirmativo e no imperativo negativo tem conjugação idêntica à do verbo querer, com exceção da 1ª pessoa do singular do presente do indicativo (eu requeiro); no restante dos tempos, tem conjugação regular, ou seja, segue a conjugação de qualquer verbo regular terminado em -er, como escrever.

Presente do Indicativo: requeiro, requeres, requer, requeremos, requereis, requerem.

Presente do Subjuntivo: requeira, requeiras, requeira, requeiramos, requeirais, requeiram.

Imperativo Afirmativo: requere, requeira, requeiramos, requerei, requeiram.

Imperativo Negativo: não requeiras, não requeira, não requeiramos, não requeirais, não requeiram.

Pretérito Perfeito do Indicativo: requeri, requereste, requereu, requeremos, requerestes, requereram.

Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo: requerera, requereras, requerera, requerêramos, requerêreis, requereram.

Futuro do Subjuntivo: requerer, requereres, requerer, requerermos, requererdes, requererem.

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo: requeresse, requeresses, requeresse, requerêssemos, requerêsseis, requeressem.

Futuro do Presente: requererei, requererás, requererá, requereremos, requerereis, requererão.

Futuro do Pretérito: requereria, requererias, requereria, requereríamos, requereríeis, requereriam.

Infinitivo Pessoal: requerer, requereres, requerer, requerermos, requererdes, requererem.

Pretérito Imperfeito do Indicativo: requeria, requerias, requeria, requeríamos, requeríeis, requeriam.

Formas Nominais: requerer, requerendo, requerido.

Verbos defectivos

1) Colorir:
Verbo defectivo, da 3ª conjugação. Faltam-lhe a 1ª pessoa do singular do Presente do Indicativo e as formas derivadas dela. Como ele, conjugam-se os verbos abolir, aturdir (atordoar), brandir (acenar, agitar a mão), banir, carpir, delir (apagar), demolir, exaurir (esgotar, ressecar), explodir, fremir (gemer), haurir (beber, sorver), delinqüir, extorquir, puir (desgastar, polir), ruir, retorquir (replicar, contrapor), latir, urgir (ser urgente), tinir (soar), pascer (pastar).

Presente do Indicativo: ///, colores, colore, colorimos, coloris, colorem.

Presente do Subjuntivo: ///, ///, ///, ///, ///, ///.

Imperativo Afirmativo: colore, ///, ///, colori, ///.

Imperativo Negativo: ///, ///, ///, ///, ///, ///.

Pretérito Perfeito do Indicativo: colori, coloriste, coloriu, colorimos, coloris, coloriram.

Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo: colorira, coloriras, colorira, coloríramos, coloríreis, coloriram.

Futuro do Subjuntivo: colorir, colorires, colorir, colorirmos, colorirdes, colorirem.

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo: colorisse, colorisses, colorisse, coloríssemos, colorísseis, colorissem.

Futuro do Presente: colorirei, colorirás, colorirá, coloriremos, colorireis, colorirão.

Futuro do Pretérito: coloriria, coloririas, coloriria, coloriríamos, coloriríeis, coloririam.

Infinitivo Pessoal: colorir, colorires, colorir, colorirmos, colorirdes, colorirem.

Pretérito Imperfeito do Indicativo: coloria, colorias, coloria, coloríamos, coloríeis, coloriam.

Formas Nominais: colorir, colorindo, colorido.

2) Falir:
Verbo defectivo, da 3ª conjugação. Faltam-lhe as formas rizotônicas do Presente do Indicativo e as formas delas derivadas. Como ele, conjugam-se aguerrir (tornar valoroso), adequar, combalir (tornar debilitado), embair (enganar), empedernir (petrificar, endurecer), esbaforir-se, espavorir, foragir-se, remir (adquirir de novo, salvar, reparar, indenizar, recuperar-se de uma falha), renhir (disputar), transir (trespassar, penetrar).

Presente do Indicativo: ///, ///, ///, falimos, falis, ///.

Presente do Subjuntivo: ///, ///, ///, ///, ///, ///.

Imperativo Afirmativo: ///, ///, ///, fali, ///.

Imperativo Negativo:

Pretérito Perfeito do Indicativo:    fali, faliste, faliu, falimos, falistes, faliram.

Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo: falira, faliras, falira, falíramos, falíreis, faliram.

Futuro do Subjuntivo: falir, falires, falir, falirmos, falirdes, falirem.

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo: falisse, falisses, falisse, falíssemos, falísseis, falissem.

Futuro do Presente: falirei, falirás, falirá, faliremos, falireis, falirão.

Futuro do Pretérito: faliria, falirias, faliria, faliríamos, faliríeis, faliriam.

Infinitivo Pessoal: falir, falires, falir, falirmos, falirdes, falirem.

Pretérito Imperfeito do Indicativo: falia, falias, falia, falíamos, falíeis, faliam.

Formas Nominais: falir, falindo, falido.

Nota: o verbo adequar, diferentemente de todos os outros defectivos nas formas rizotônicas, é conjugado no Presente do Subjuntivo nas duas primeiras pessoas do plural, ou seja: que nós adeqüemos, que vós adeqüeis, conseqüentemente o Imperativo Afirmativo também é conjugado de modo diferente: adeqüemos nós, adequai vós.

 

Atividade

 

O homem contemporâneo não é onívoro como seu antepassado pré-histórico; nem todos os animais e vegetais da região figuram em sua cozinha. Nosso sertanejo, por exemplo, aprecia muito os peixes de água doce e a mandioca, mas não dá o menor valor aos crustáceos e às verduras. Os negros africanos também não valorizam  as hortaliças e pouca atenção dão à carne de gado. O homem urbano do Ocidente, por sua vez, não tolera a ideia de mastigar os gafanhotos, as larvas e os besouros que fazem a delícia de tantos povos do Oriente e da África. Os hindus preferem morrer de fome a provar a carne das gordas reses que abundam em seu país. Todos os povos possuem limitações inarredáveis no tocante às coisas que comem.


1) O último período do texto funciona como:
a) explicitação
b) contestação
c) conclusão
d) retificação
e) repetição

 

2) “O homem contemporâneo não  é  onívoro...”; o segmento sublinhado significa que o homem contemporâneo:
a) não gosta de tudo
b) não come tudo
c) não é igual em todas as partes do mundo
d) não se alimenta bem
e) come muitas coisas inadequadas

 

3) “O homem contemporâneo não é onívoro como seu  antepassado pré-histórico;” esse segmento traz uma ambiguidade que desapareceria se fosse reescrito, mantendo-se o sentido pretendido no texto, da seguinte forma:
a) O homem contemporâneo não é onívoro como era seu antepassado pré-histórico.
b) Como seu antepassado pré-histórico, o homem contemporâneo não é onívoro.
c) O homem contemporâneo, como seu antepassado pré-histórico, não é onívoro.
d) O homem contemporâneo e seu antepassado pré-histórico não são onívoros.
e) O antepassado pré-histórico do homem contemporâneo não é onívoro como ele.

 

4) ”...nem todos os animais e vegetais da região figuram em sua cozinha.”; esse segmento do texto significa que:
a) o homem contemporâneo desconhece muitos alimentos de sua região.
b) o homem contemporâneo não se alimenta de forma adequada.
c) alguns animais e vegetais não fazem parte do cardápio do homem contemporâneo.
d) as regiões apresentam animais e vegetais distintos.
e) nem todos os homens se alimentam de animais e vegetais.

 

5) NÃO servem de exemplo que comprovam a tese do texto:
a) os sertanejos brasileiros
b) os negros africanos
c) os homens urbanos do Ocidente
d) os povos do Oriente
e) os hindus

 

6) Ao designar de hindus os nascidos na índia, o autor do texto:
a) preferiu esta designação à de indianos.
b) errou, pois hindu se aplica somente aos adeptos do hinduísmo.
c) quer referir-se somente a uma parte dos habitantes da índia.
d) designa somente os que adoram a vaca como símbolo religioso.
e) errou, visto que o vocábulo é grafado sem a letra H.

 

7) “O homem urbano do Ocidente...”; o vocábulo sublinhado se aplica ao homem:
a) civilizado
b) culto
c) não-rural
d) adulto
e) contemporâneo

                                                                                Atividade

QUESTÃO SOCIAL

Apesar da urgência da organização da sociedade para exigir segurança de fato das autoridades, a redução da violência exige mudança profunda no enfoque da administração dos problemas sociais pelos governos federal, estadual e municipal.
Uma pesquisa desenvolvida pela Fundação Getúlio Vargas, no ano passado, pelo pesquisador Ib Teixeira, constatou que a violência no país nos últimos dez anos matou 350 mil pessoas no período, mais do que as guerras do Timor Leste e de Kosovo juntas, e em menos tempo.
O custo dessa violência, segundo o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), é de US$ 84 bilhões ao ano, ou 10,5% do PIB (Produto Interno Bruto).
Em São Paulo, cujo PIB nominal foi de US$ 241,58 bilhões em 1997, os custos da violência levantados em 1998 representam  cerca de 3% do PIB, segundo dados da tese do sociólogo Rogério Sérgio de Lima. (Folha de São Paulo, 25/02/01)

1) Segundo o texto, a redução da violência:
a) depende tão-somente da mudança profunda no enfoque administrativo governamental.
b) é de grande importância para o progresso econômico.
c) exige organização social e mudanças governamentais.
d) derivará exclusivamente da cobrança feita às autoridades.
e) é de extrema importância no momento econômico do país.

2) “Apesar da urgência da organização...”; nesse  segmento do texto, a locução apesar de pode ser perfeitamente substituída por:
a) não obstante
b) entretanto
c) visto que
d) já que
e) após

3) Os argumentos em que se apoia o artigo do jornal para mostrar a necessidade da redução da violência são de cunho:
a) social e religioso
b) educativo e econômico
c) social e econômico
d) religioso e educativo 
e) moral e social

4) O fato de as siglas presentes no texto estarem “traduzidas” entre parênteses mostra que:
a) é regra de clareza que todas as siglas sejam explicitadas para o leitor.
b) algumas siglas do texto, segundo o seu redator, necessitam de “tradução”.
c) os leitores de jornais pertencem à classe popular, menos informada.
d) o Brasil é país de muitas siglas.
e) o texto informativo “traduz” todas as siglas nele incluídas.

5) “...constatou que a violência no país nos últimos dez anos matou 350 mil pessoas no período, mais do que as guerras do Timor Leste e de Kosovo juntas, e em menos tempo.”; segundo o texto, o segmento e em menos tempo:
a) indica que as guerras citadas levaram menos de dez anos.
b) contraria a argumentação básica do texto.
c) mostra a intensidade exagerada da violência no país.
d) demonstra que as guerras modernas são rápidas e extremamente cruéis.
e) é uma informação dispensável à argumentação do texto.

6) Segundo o texto, em São Paulo:
a) a violência ultrapassa a média estatística nacional de custos em relação ao PIB.
b) é sensivelmente menor o número de atos de violência, comparado com outros estados brasileiros.
c) a violência é a mais intensa entre os estados desenvolvidos.
d) a violência apresenta sinais de crescimento contínuo.
e) a violência colabora para que nossos índices, nessa área, sejam altos.

 

            TRABALHO   2º ANO

E.E.EM FRANCISCO HOLANDA MONTENEGRO

DISCIPLINA: LÍNGUA PORTUGUESA

PROFª: MONSSUETE

NOME:________________________________________________

1.Observe o diálogo a seguir:

- Oh! Meu senhô! fico.

- ... Um ordenado pequeno, mas que há de crescer. Tudo cresce neste mundo; tu cresceste imensamente. Quando nasceste, eras um pirralho deste tamanho; hoje estás mais alto que eu. Deixa ver; olha, és mais alto quatro dedos.

- Artura não qué dizê nada, não, senhô...

- Pequeno ordenado, repito, uns seis mil-réis; mas é de grão em grão que a galinha enche o seu papo. Tu vales muito mais que uma galinha.

[..]- Justamente. Pois seis mil-réis. No fim de um ano, se andares bem, conta com oito. Oito ou sete.

(Machado de Assis – Crônicas Escolhidas)

 

Após a leitura do fragmento, assinale a alternativa correta:

a) Os dois personagens do diálogo utilizam-se do mesmo nível de linguagem.

b) O autor do texto faz uso de discurso indireto o que pode ser percebido pelo uso de travessões.

c) O autor escolheu registrar de forma diferente a fala dos personagens para frisar a diferença social existente entre eles e para conferir maior veracidade ao texto.

d) Não houve nenhuma intenção do autor no sentido de diferenciar o nível de linguagem utilizado pelos personagens uma vez que tal diferença social não tem relevância em relação ao contexto.

 

2-  Leia os textos e responda:

Acontecia o indivíduo apanhar constipação; ficando perrengue, mandava o próprio chamar o doutor e, depois, ir à botica para aviar a receita, de cápsulas ou pílulas fedorentas. Doença nefasta era a phtísica, feia era o gálico. Antigamente, os sobrados tinham assombrações, os meninos, lombrigas (…)

Carlos Drummond de Andrade.

Observe outra versão do texto acima, em linguagem atual.

 Antigamente

Acontecia o indivíduo apanhar um resfriado; ficando mal, mandava o próprio chamar o doutor e, depois, ir à farmácia para aviar a receita, de cápsulas ou pílulas fedorentas. Doença nefasta era a tuberculose, feia era a sífilis. Antigamente, os sobrados tinham assombrações, os meninos, vermes (…)

Comparando-se esses dois textos, verifica-se que, na segunda versão, houve mudanças relativas a

A) vocabulário.
B) construções sintáticas.
C) pontuação.
D) fonética.

3- Leia

No mar, tanta tormenta e tanto dano,

Tantas vezes a morte apercebida;

Na terra, tanta guerra, tanto engano,

Tanta necessidade aborrecida!

Onde pode acolher-se um fraco humano,

Onde terá segura a curta vida,

Que não se arme e se indigne o Céu sereno

Contra um bicho da terra tão pequeno?

Nessa estrofe, Camões:

a) exalta a coragem dos homens que enfrentam os perigos do mar e da terra.

b) classifica o homem como um bicho da terra, dada a sua agressividade.

c) propõe uma explicação a respeito do destino do homem.

d) lamenta a condição humana ante os perigos, sofrimentos e incertezas da vida.

4- O trecho a seguir é parte do poema “Mocidade e morte”, do poeta Castro Alves:

Oh! Eu quero viver, beber perfumes

Na flor silvestre, que embalsama os  ares;

Ver minh´alma   adejar pelo infinito,

Qual branca vela n´amplidão dos mares

No seio da mulher há tanto aroma...

Nos seus beijos de fogo há tanta vida...

_Árabe errante, vou dormir à tarde

À sombra fresca da palmeira erguida.

Mas uma voz responde-me sombria:

Terás o  sono sob a lájea fria.

Esse poema, como o próprio título sugere, aborda o  inconformismo do poeta com a antevisão da morte prematura, ainda na juventude. A  imagem da morte aparece na palavra:

a) embalsama

b) infinito

c) sono

d) dormir

5- Dentre as obras de José de Alencar, destacam-se Iracema e Senhora, respectivamente:

a) romance de caráter poético-lendário e romance urbano centrado no conflito entre o amor e a ambição material.

b) romance regionalista de caráter histórico e novela de costumes sobre o tema da prostituição.

c) romance inspirado em novela de cavalaria e poemeto de tese abolicionista.

d) epopeia indianista de estrutura clássica e romance típico do regionalismo romântico.

6- Considere a relação autor/obra e anote a alternativa correta.

a) Uma das características de Espumas flutuantes, de Castro Alves, é o estilo vibrante denominado condoreiro.

b) Gonçalves Dias, poeta lírico e indianista, é o autor de Ubirajara.

c) Tomás Antônio Gonzaga revela, em Marília de Dirceu, o duplo aspecto lírico e satírico de sua obra.

d) Senhora e Lucíola pertencem a temática regionalista de José de Alencar.


07. TEXTO:
Não adiantava nada que o céu estivesse azul
porque a alma de Nicolino estava negra.
– Ei, Nicolino! NICOLINO!
– Que é?
– Você está ficando surdo, rapaz! A Grazia passou agorinha mesmo.
– Des-gra-ça-da!
– Deixa de fita. Você joga amanhã contra o Esmeralda?
– Não sei ainda.
– Não sabe? Deixa de fita, rapaz! Você...
– Ciao.
– Veja lá, hein! Não vá tirar o corpo na hora. Você é a garantia da defesa.
A desgraçada já havia passado.
(MACHADO,Antônio de Alcântara. Novelas paulistanas. Rio de Janeiro: José Olímpio, 1981. p. 22-3)

No texto, a palavra NICOLINO foi grafada com maiúsculas porque o interlocutor teve a intenção de
(A) atrair a atenção do leitor.
(B) criticar o Nicolino.
(C) chama-lo mais alto.
(D) valorizar Nicolino.


08. TEXTO:
OLHOS DE LORENZO
Um pai fica desesperado ao saber que o filho é portador de uma doença degenerativa e só tem mais dois anos de vida. Contra o ceticismo dos médicos, ele cria um remédio caseiro que salva o garoto, o pequeno Lorenzo. Parece roteiro de filme. E é. Levado ao cinema em 1992, com Nick Nolte no papel do pai, o drama agora chegou a um final feliz. Em setembro, o neurologista Hugo Moser, do Kennedy Krieger institute, em Baltimore, nos Estados Unidos, divulgou os resultados de uma pesquisa que prova a eficiência do óleo de Lorenzo (uma mistura dos ácidos oléico e erúcico no combate à adrenoleucoditrofia (ALD). A doença leva à perda de melanina. Sem ela, o portador pára de se mover, ouvir, falar e respirar.
(MIRANDA, Celso. Revista Superinteressante. Ed. Abril, nov. 2002)

Na frase “E é” uma expressão foi omitida para evitar repetição. Trata-se de.
(A) doença degenerativa.
(B) portador de doença.
(C) remédio caseiro.
(D) roteiro de filme.

 

 

       

                                                    REDAÇÃO

É importante ao escrever provocar uma reação em quem lê. Escrever sem dúvida é uma arte. Esta arte pode ser gradativamente evoluída em cada ser humano com o bom hábito da leitura. Ler várias linhas de pensamento, jornais, revistas, grandes obras de literatura, tudo pode contribuir para a ampliação do ponto de vista e formação de ideias.

Existentes três tipos de redação: narração, descrição e dissertação. Cada tipo de redação possui característica própria e construção diferenciada.

Narração é contar, relatar uma história sem se preocupar em ser real ou imaginário. Caracteriza-se por uma progressiva de ações; apresenta elementos como personagens, narrador, fato, tempo, espaço. O foco narrativo é parte importante já que centra no ponto de vista do narrador da história. O mesmo pode estar em 1ª pessoa (eu), 3ª pessoa (ele) e narrador-onisciente.

Descrição é descrever objeto, pessoa, coisa ou lugares a que o texto se refere. Caracteriza-se por ter verbos de estado, metáforas e comparações, muitos adjetivos, uso de advérbios de lugar/tempo/modo.

Dissertação é analisar, explicar, refletir, conceituar, avaliar, expor ideias. Quando se quer defender um ponto de vista, uma opinião, uma tese, uma argumentação bem estruturada para se chegar a uma conclusão. Não se passa a dissertação no mundo extenso, mas no foro íntimo do sujeito, a dissertação interpreta a realidade. Uma boa e estruturada redação dissertativa deve englobar uma introdução (também chamado de início) chamativa; um desenvolvimento (chamado de meio) explicativo, argumentativo e informação consistente em ideias criativas; uma conclusão (chamado de fim) calcada nas ideias que transpassa todo o texto, como um fechamento claro e preciso, sem dúvidas e nem desmentindo o demais corpo do texto.

INTRODUÇÃO

É o início do texto, contendo o tema a ser desenvolvido, exposto com muita clareza. Envolve o problema a ser analisado. Geralmente pode ser exposto em apenas um parágrafo.

Uma introdução não deve ser muito longa para não desmotivar ou ficar cansativa para o leitor. Se a redação tiver trinta linhas, aconselha-se a que o escritor use de quatro a seis para a parte introdutória.

DEVE-SE EVITAR EM UMA INTRODUÇÃO
- Iniciar uma ideia geral que não transpassa por todo o texto (o uso de ideias totalmente diferentes);
- Usar chavões;
- Iniciar a introdução com as mesmas palavras do título;
- Frequente fazer desvios do assunto principal;
- Escrever período longo;
- Escrever de forma pessoal, ou seja, usar a 1ª pessoa.

DESENVOLVIMENTO

É o corpo do texto, onde se organiza o pensamento. Compõem os argumentos que no caso é o posicionamento adotado. Os argumentos podem se classificar em: argumento de autoridade, argumento por ilustração, argumento do pensamento lógico, argumentação de prova concreta e argumentação de competência linguística.

Argumento por autoridade é a citação de frase ou pensamento de autor do tema em questão. Pode ser uma “faca de dois gumes”, de forma positiva fazendo uma intertextualidade ou negativa se for inadequado ao tema proposto. Argumento por ilustração é o uso de exemplos relativos à realidade. Argumento do pensamento lógico é uma ideia que parte do geral para o particular ou ao contrário do particular para o geral. Argumento de prova concreta é uma prova concreta seja de lei, dados estatísticos, fatos do conhecimento geral, como o reforço da ideia defendida. Argumento da competência linguística é o uso da incorreção gramatical que gera problemas na coerência do texto.

Em uma redação de trinta linhas, a redação deverá destinar de catorze (14) a dezoito (18) linhas para o corpo ou desenvolvimento da mesma.

DEVE-SE EVITAR EM UM DESENVOLVIMENTO
- Repetições;
- Escrever pormenorizando;
- Exemplos extremamente excessivos;
- Usar de exemplos fracos e fora do contexto.

CONCLUSÃO

É a síntese do problema tratado no decorrer do texto, fechamento da redação. Se a redação está planejada para trinta linhas, a parte da conclusão deve ter quatro a seis linhas.

Na conclusão, as ideias tratadas no texto propõem uma solução. O ponto de vista do escritor, apesar de ter aparecido nas outras partes, adquire maior destaque na conclusão.

DEVE-SE EVITAR EM UMA CONCLUSÃO
- O principal defeito não conseguir finalizar;
- Evitar as expressões “em resumo”, “concluindo”, “terminando”.

   

 

                           

 

O Romantismo compôs-se de três fases:

A chamada primeira geração, na qual os escritores se empenharam em redefinir a literatura como sendo genuinamente nacionalista, voltada para as origens indígenas e para as questões culturais, como língua, etnia, religião e tradições de uma forma geral.

A segunda geração baseou-se em uma arte totalmente voltada para o desapego a este nacionalismo e “mergulhou” em um exacerbado sentimentalismo e pessimismo doentio como forma de escapar da realidade e dos problemas que assolavam a sociedade na época.

E, por último, a terceira geração que foi aquela mais voltada para o “social”, muito difundido pelo poeta Castro Alves com sua obra “Navio Negreiro”, a qual faz alusão à época da escravidão aqui no Brasil. Os poetas pertencentes a esta geração foram muito influenciados pela figura do pássaro Condor, simbolizando a liberdade de uma forma geral. Razão pela qual a poesia é também chamada de condoreira, com raízes no famoso escritor francês Vitor Hugo.

E para falarmos mais especificamente sobre a segunda geração, é de fundamental importância sabermos que os autores nela consagrados sofreram influências do poeta inglês Lord Byron, autor de uma criação poética agressiva contra a sociedade e que a figura do poeta confundia-se com a de seus heróis – melancólicos - misteriosos e sombrios.

Também conhecida como Mal do século, a segunda geração romântica foi caracterizada pelo extremo subjetivismo, onde o culto ao “eu” revelava um extremo egocentrismo que culminava com o sentimento de morte, dúvida e obscuridade.
As principais figuras artísticas que se destacaram neste período foram: Álvares de Azevedo, Junqueira Freire, Casimiro de Abreu e Fagundes Varela.

Todos estes poetas não conseguiram atingir a plenitude de sua juventude, pois morreram precocemente atingidos pelas patologias advindas do modo de vida que levavam. Devido ao pessimismo já mencionado anteriormente, eles preferiam os lugares escuros, sombrios, úmidos para se estabelecerem, e ainda eram boêmios noturnos assíduos e tinham a bebida como foco principal, uma vez que esta funcionava com válvula de escape para os mesmos.

A temática pregada por eles baseava-se no sonho, no devaneio, o amor era aquele platônico, a mulher era vista como uma figura inatingível, impalpável, vista mais no plano espiritual do que no material.

Vejamos agora uma poesia de Álvares de Azevedo:

Soneto (Álvares de Azevedo)

Pálida, à luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!
Era a virgem do mar! Na escuma fria
Pela maré das águas embalada!
Era um anjo entre nuvens d'alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!
Era mais bela! O seio palpitando...
Negros olhos as pálpebras abrindo...
Formas nuas no leito resvalando...
Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti - as noites eu velei chorando,
Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!



Aqui podemos perceber a figura da mulher vista como algo intocável, desejada somente em sonho e jamais conquistada, pois predomina o sentimento de evasão, de falta de autenticidade.